Brasil define protocolos para explorar reservas de “terras raras”

Brasil define protocolos para explorar reservas de “terras raras”

“Terras raras” estão entre os minerais estratégicos para fomentar tecnologias de baixo carbono — de turbinas eólicas a veículos elétricos. Em ano de COP30, A Revista de Seguros aborda desafios e oportunidades da exploração desses minerais no Brasil na matéria de capa.

O País detém a terceira maior reserva mundial de “terras raras”, responde por apenas 1% da produção global, mas pode atingir 10% em alguns anos. Minas Gerais, Amazonas, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Roraima estão no mapa da exploração dessa riqueza mineral. Com a demanda crescente e tensões geopolíticas, dominar essa cadeia produtiva é urgente — hoje, o País ainda depende do exterior para processar o que extrai. Os riscos ambientais existem e precisam ser enfrentados com responsabilidade, e debate é inevitável: como avançar nessa nova corrida mineral sem cometer erros?

 

Outra reportagem destaca o momento de recuperação das montadoras brasileiras, com alta em vendas, produção e exportações no primeiro trimestre do ano. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios que ameaçam sua sustentabilidade — o principal deles, a crescente concorrência de veículos chineses elétricos e híbridos, mais tecnológicos e baratos. O cenário também impacta as seguradoras de automóveis, que correm para revisar apólices e ajustar modelos de precificação, já que a entrada de veículos elétricos e importados altera o perfil de risco, exigindo soluções sob medida.

 

Motor do crescimento econômico, a construção civil registra desempenho satisfatório nos últimos anos, sobretudo no mercado imobiliário, o que tem propiciado a alta na arrecadação das modalidades de seguros que cobrem diversos riscos dessa atividade.

 

Outro canteiro de obras é Belém do Pará. Reportagem mostra como investimentos inéditos em infraestrutura, mobilidade e saneamento colocam a capital paraense em novo patamar de desenvolvimento e no radar do turismo mundial a partir da COP30.

 

No Fórum de Seguros Brasil–França, realizado pela CNseg em parceria com a France Assureurs, em Paris em junho, concluiu-se que o mercado segurador pode — e deve — ser protagonista nas respostas à crise climática. E revelou um contraste gritante: enquanto na França 97% dos imóveis residenciais têm seguro contra danos climáticos, no Brasil esse número não passa de 15%.

 

Duas outras reportagens tratam do universo agro. Uma examina o debate sobre a reestruturação do Seguro Rural, a fim de modernizá-lo em razão dos eventos climáticos extremos e reduzir gastos do Tesouro com perdas no campo. A outra destaca como as mudanças climáticas começam, gradualmente, a mudar o mapa agrícola brasileiro. Trata-se de um processo que se estenderá pelos próximos 20 ou 30 anos, com risco de tornar regiões inaptas para determinados cultivos.